Altares de Deus

11/12/2018

 

No Velho Testamento é frequente se ler acerca do erguimento de pedras, altares, locais em que se reconhece que o Senhor lá, ou ali, se manifestou e, em consequência, devem ser lembrados pelo povo atrelados ao fato realizado pelo Senhor.

 

Josué, no capítulo 4 do livro que leva seu nome, recebe um ordenamento do Senhor para erguer um memorial que comumente se conhece por “memorial das doze pedras” logo após as doze tribos de Israel terem atravessado o Jordão.

 

Em Gênesis, 35:14, “Jacó levanta uma coluna de pedra no lugar em que Deus lhe falara, e derramou sobre ela uma oferta de bebidas e a ungiu com óleo”.

 

Também em Gênesis, no capítulo 28, versículos 14 e 15, após um sonho em que Deus lhe falara, Jacó pegou uma pedra “(…) que tinha usado como travesseiro, colocou-a em pé como coluna e derramou óleo sobre o seu topo. E deu o nome de Betel àquele lugar, embora a cidade anteriormente se chamasse Luz.”

 

Voltando ao livro de Josué, no capítulo 24, após o povo de Israel renovar sua aliança com o Senhor, Josué “(…) ergueu uma grande pedra ali, sob a Grande Árvore, perto do santuário do Senhor”. E, prossegue o texto: “Então disse ele (Josué) a todo o povo: ‘Vejam esta pedra! Ela será uma testemunha contra nós, pois ouviu todas as palavras que o Senhor nos disse. Será uma testemunha contra vocês, caso sejam infiéis ao seu Deus’”.

 

Finalmente, 1º Samuel, capítulo 7, após um novo momento de renovação da Aliança do povo com o Senhor, este deu a Israel vitória contra os filisteus pelo que, Samuel “(…) pegou uma pedra e a ergueu entre Mispá e Sem; e deu-lhe o nome de Ebenézer (que significa Pedra de Socorro), dizendo: ‘Até aqui o Senhor nos ajudou’’.

 

Tais textos ilustram de maneira clara que o propósito de tais símbolos é lembrar àquela geração e às vindouras que o Senhor interveio em sua história demonstrando, Sua glória e poder.

 

Nada mais adequado para o povo que se chama pelo nome do Senhor: do que se lembrar Dele.

 

A ação de lembrança das alianças e das promessas de Deus; das suas ações e intervenções na história, demonstram como diz Hebreus, capítulo 20, que “(…) Ele não é Deus de mortos, mas de vivos, pois para Ele todos vivem” (20.38).

 

“Erguer pedras”, construir memoriais, erguer altares, locais onde os homens sabem que são locais santos; locais em que o Todo Poderoso se fez real, são manifestações vivas do povo de Deus em devoção a Ele.

 

Quando se ergue um altar se está expressando além do reconhecimento da existência de Deus; o seu poder, glória e soberania; a realidade de sua intervenções na história de modo a alimentar a fé dos Seus filhos, lembrando-os que, Aquele mesmo que até aqui os ajudou (Ebenézer) também os susterá durante toda a caminhada.

 

Com o advento do Senhor Jesus, isto é, com Deus intervindo pessoalmente na história humana, de modo a levar a Ele toda criatura, sendo que, mesmo que não queiram, todos irão se prostrar em Sua presença, o Senhor modifica a forma do “erguer as pedras”, “construir altares”. Quero dizer, Ele, na pessoa de Jesus, traz aos homens que menos importa os estímulos visuais e físicos para destacar sua presença e intervenção e mais importa que haja uma conversão a Ele interior e íntima, de modo que a vontade de todo o que a Ele pertence, seja um altar Dele na sua caminhada.

 

Daí que, é importante se considerar que com isso no coração, como diz Paulo aos Romanos, “(…) nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (8.38-39).

 

Esta é a grande marca de Cristo em nós, esperança da glória (Colossenses, 1.27), para Sua honra e glória, somos altares vivos, pedras ambulantes erguidas que O destacam.

 

Então, se assim é, e é, por que não escrevermos individual e coletivamente - e literalmente, óbvio - o agir de Deus na vida?

 

Quero dizer, costumamos lembrar nas orações, porém, como palavras que são elas podem se perder e fugir da memória humana, falha.

 

Porém, o escrito traz a lembrança para todos os anos desta existência e, creio, à do porvir.

 

A palavra prende; a palavra fica.

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