O exílio na tempestade

"E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus" (Flp 4.7)

Leva-me para dentro de Ti A fim de que cada vez menos e menor seja o resto. Cativa-me com Tua liberdade em cada gesto, Graça carecida pela qual pagaste tão alto preço Às vezes eu não sei falar direito E quando consigo vejo que na verdade Às vezes sou de mentirinha, eu não sou direito... Socorro! Esconde-me no Filho, Dá-me forças para migrar até Jesus e viver Nele Todos os dias, inclusive nas noites mais longas Eu quero querer menos o meu querer Pois meu querer Te fere, mesmo sem querer, Difere entre espírito e alma, em meu pobre ser Aceita-me! Muda as minhas falhas, as minhas falas, Meus trapos e malhas, meus curativos e talas E abre as minhas malas, as minhas salas E ajunta-me das minhas valas mais bobas e latentes Que batem nos batentes mais profundos – E destrua minha rua, minha fachada e fundos E refaça do Teu jeito em mim o que és de amor e Graça sem qualquer traço de traça! Dá para mim mais desse amor que tens por mim Pois quero Te amar com meu tudo, sem pausas Ou sem causas sem nexo, como casas sem base ou teto, E assim viver e ver Tua sabedoria em cada decreto Em cada feto de afeto que por Ti me foi posto Posto que Contigo a vida possui gosto E a paz tem um rosto Que não enxergamos mas beijamos Que não vimos mas amamos Que não distinguimos mas aguardamos E a guardamos em nós – O fim dos meus nós O fim de meu eu Que diminuiu E adormeceu a dor de eu Em Jesus Exímio em completar cada metade E exílio, se dentro há tempestade!


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